Como está a iluminação de seu ambiente de estudo?

O referencial para uma boa iluminação é único: a luz natural diurna. Evidentemente, você não será capaz de montar sua escrivaninha, cadeira e material de estudo numa pracinha ao ar livre… apesar de ser uma experiência tentadora. Na falta desta alternativa, o melhor seria procurar utilizar lâmpadas que possibilitem reproduzir, o melhor possível, a luz solar.

Uma recomendação especial – evite as lâmpadas fluorescentes – que cansam a visão – pois nestas fontes de luz há forte influência da freqüência da rede de alimentação (60 Hz), caracterizadas por variações de luminosidade, não perceptíveis para o leigo mas possíveis de serem avaliadas através de estroboscópios.

Outra observação pertinente: não permita que a iluminação emitida incida diretamente sobre suas anotações e livros. Empregue sempre a iluminação indireta. Há avaliações sugerindo que trabalhar duas horas sob a incidência de luz direta é quatro vezes mais prejudicial comparativamente à iluminação proporcionada pela luz indireta.

É interessante que você conheça um pouco a respeito das características técnicas envolvidas na iluminação – medidas, unidades, leis físicas e normatizações para que possamos bem compreender como utilizar as fontes de luz.

Um abajur para leitura deve prover normalmente cerca de 20 a 30 “foot-candles” a uma distância de dois pés (1 pé=0,305 m ou seja, 2 pés correspondem a cerca de 60 cm). Nos Estados Unidos e na Inglaterra usa-se o “foot-candle” – candela por pé quadrado – como unidade de iluminância (fluxo luminoso incidente por unidade de área iluminada). No Brasil, a unidade de medida é o “lux”, sendo que um “foot-candle” equivale a 10,764 lux. Se o referido abajur for distanciado de duas vezes (4 pés = 1,22 m), o nível de iluminância é de apenas 1/4 do valor inicial, ou cerca de 7 “foot-candles”. A uma distância de dez vezes o valor original (0,61 m  x 10 = 6,1 m), a iluminância desaba para 1/100 de “foot-candle”.

Esta lei (queda da iluminância com o inverso do quadrado da distância) é muito importante. O elevado decréscimo da iluminância com a distância é uma das principais lições a serem assimiladas a respeito do uso da iluminação ambiente. Com níveis de iluminância adequados, a acuidade visual melhora e a tensão, bem como a fadiga desenvolvida, também decaem significativamente.

Evitar, no entanto, uma iluminação excessiva também é importante. Em ambientes de trabalho, a iluminância é definida como iluminância média no plano de trabalho, cujos valores são recomendados pela norma brasileira NBR 5413 (vide tabela).

 

Níveis de iluminância recomendados para diferentes atividades:

 

ATIVIDADE

 

ILUMINÂNCIA (lux)

 

ILUMINÂNCIA (“foot-candles”)

MÍNIMO MÄXIMO MÍNIMO MÁXIMO
mínimo para ambiente de trabalho 150 14
tarefas visuais simples e variadas 250 500 23 46
observações contínuas de detalhes médios e finos (trabalho normal) 500 1000 46 93
tarefas visuais contínuas e precisas (trabalho fino, como por exemplo, no caso de desenhos) 1000 2000 93 186
trabalho muito fino (iluminação local, por exemplo, consertos de relógios) 2000 186

 

No ambiente de estudos poderíamos associar, em condições rotineiras, níveis de iluminância entre 150 e 500 lux (cerca de 14 a 46 “foot-candles”).

Procure também, na medida do possível, se proteger contra a incidência da luz direta em seus olhos bem como de reflexos nos cadernos e livros, de modo a diminuir problemas relacionados à acuidade visual. Como é possível notar, a iluminação uniforme no ambiente seria o ideal, sem diferenças entre a luz incidente na mesa de trabalho comparativamente a outras partes do local.

A propósito, que tal consultar um oftalmologista para um “check-up” visual? Isto, independentemente de seguirmos todos os procedimentos aqui descritos.

Consulte-nos a respeito de nossos serviços de mentoria. Procuraremos ajuda-lo, levando em consideração todos os aspectos envolvidos no ato de estudar, porém particularizados para as suas características pessoais.

Escreva-nos o mais brevemente possível, através de nosso e-mail:

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Caso seja de sua preferência, nosso telefone é:

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Prof. Arnaldo – mentor em educação, voltado a técnicas de estudo e aprendizagem.

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