Tudo aquilo que você sempre pensou a respeito do trabalho em equipe (no ambiente escolar ou acadêmico) porém nunca teve a oportunidade de expressar – parte I

Trabalho em equipe… Há vantagens, há desvantagens. Apresenta facetas positivas, outras negativas. A solução consiste em tentar extrair aquilo que há de bom nas tarefas grupais, procurando minimizar os problemas a elas inerentes. Porém, isto não é nada fácil!

Em uma sala de aula, numa escola genérica, um professor propõe à classe uma atividade que terá um bom peso na avaliação do período. Vários alunos se manifestam:

– Pode ser em grupo??

– Por favor, já temos muitas tarefas de outras disciplinas…

– Deixa, vai!

O que podemos identificar por detrás desta já conhecida e desgastada ladainha? Neste caso fica evidente o interesse destes alunos caracterizadamente fracativos no sentido de se apoiar nos estudantes que fazem parte de uma equipe de modo a realizar o mínimo trabalho possível – preferivelmente nada, porém tomando o cuidado de, politicamente, tentar adular o professor simulando ter participado ativamente das tarefas quando da finalização das atividades, atraindo a atenção do mestre para suas “atuações”. Quando das atribuições das notas de avaliação, serão estes aqueles que mais se posicionarão, procurando justificar o recebimento das pontuações as mais elevadas possíveis – tudo isto, claro, visando benefícios próprios.  A equipe se torna apenas um meio através do qual eles atingem seus objetivos – qual seja, receber o máximo possível de resultados em troca do menor esforço que puderem realizar.

Como sabemos, este comportamento parasitário pode ser encontrado no ambiente escolar, no acadêmico, migrando posteriormente para o campo profissional – com as necessárias adaptações.

Via de regra, este tipo de aluno vence não pelo conhecimento adquirido na Escola, na Faculdade ou na Universidade, e sim pelo treino político e de convencimento exercitado durante sua vida estudantil. Para aqueles que acolheram tais alunos em seus trabalhos de equipe, e que constatam a trajetória destes colegas sugadores, fica uma sensação de mágoa e de terem sido manipulados, pouco podendo fazer para evitar a situação em que foram envolvidos. Quanto aos professores, evidentemente conhecem e são capazes de identificar à distância  este comportamento de “carona indesejável” no esforço de outros. No entanto, pouco podem fazer de modo a coibir tais atitudes – por um conjunto de motivos, dentre eles:

– dificuldades na atribuição de notas individuais, pois os demais participantes do grupo de trabalho não se sentem à vontade para identificar quem colaborou ou não na equipe, e em quais intensidades;

– falta de constatações concretas para julgar o trabalho em sua totalidade e também nas etapas parciais, apesar de, subjetivamente e com a experiência docente, este fato possa vir a ser contornado (isto, bem entendido,  se o caráter subjetivo de avaliação não vier a ser questionado, como é praxe atualmente…);

– a diminuição da autoridade do docente tendo em conta as exigências em voga associadas ao “politicamente correto”, que muitas vezes inibe o profissional para agir de modo a reprimir e corrigir as atitudes parasitárias destes alunos mal-intencionados  infiltrados nas equipes; dependendo das atitudes tomadas pelo professor até mesmo a judicialização do procedimento pode ser invocada.

Por outro lado, se for bem conduzido, o trabalho em equipe pode ter muito a oferecer. O grande problema consiste no fato de que não basta os professores declararem que determinada tarefa deverá ser executada em equipe. Trata-se de um comportamento que deve ser cuidadosamente ensinado e treinado, atitudes que necessitam de cultivo paciente e com o atento olhar dos docentes de modo a corrigir os rumos conforme a necessidade. A questão que se estabelece é que, neste contexto, geralmente nem as instituições de ensino estão preparadas para orientar seu alunado, nem mesmo os seus professores e mestres.

O trabalho em equipe é interessante e produtivo quando os vetores envolvidos em sua execução estão todos voltados para a mesma direção e sentido. Neste caso, o processo se torna sinérgico e todos aqueles que participam das atividades associadas a este trabalho percebem que uma corrente positiva está em andamento, sendo que todos tendem a lucrar com isto. Infelizmente, este cenário perfeito é utópico. Todavia, o simples fato de tentarmos buscar um ambiente propício para ao menos nos aproximarmos ao máximo destas condições idealizadas, por si só é benéfico.

Poucos são os docentes que conseguem realmente ensinar, orientar e acompanhar o alunado no tortuoso caminho que conduz ao planejamento e execução eficientes de um trabalho em equipe, onde todos os participantes colaborem e valorizem esta ação conjunta. Simplesmente anunciar e “jogar” um grupo de alunos numa tarefa a ser realizada em equipe, sem o devido cuidado em evitar conflitos e no gerenciamento à distância de seu desenvolvimento, tende a maus resultados. Os alunos não aprendem a realizar trabalhos em equipe, não há um direcionamento efetivo e, ao longo do tempo, não se sai deste círculo vicioso.

Um exemplo típico, presente em vários cases pertinentes ao trabalho em equipe no ambiente acadêmico é aquele onde a tarefa a ser realizada é “organizada” pelos alunos do seguinte modo:

  • Os estudantes discutem entre si como truncar a tarefa em pedaços;
  • A cada aluno ou aluna é atribuída uma das partes;
  • Cada elemento do grupo desenvolve, com maior ou menor interesse, o pedaço da tarefa que lhe foi designado;
  • As partes são juntadas sem qualquer análise de relacionamento (sequenciamento mais adequado), interdependência ou conexões;
  • Não há (evidentemente) uma conclusão geral coerente: no máximo, uma frase semelhante a: “O trabalho foi muito interessante, e todos os integrantes aprenderam muito com ele”;
  • Caso haja necessidade de uma apresentação, cada participante deverá falar por alguns minutos a respeito do que realizou, sequencialmente (com muita sorte todos os alunos e alunas estarão presentes – via de regra, se alguém não comparecer ou chegar com atraso à apresentação, seu trecho será simplesmente ignorado ou apresentado ao final);
  • Desnecessário citar que a equipe não se preocupa em se preparar antecipadamente para a apresentação, seja em termos de timing, seja na interdependência e junções entre os tópicos, na coerência global e até mesmo no planejamento e arranjo dos equipamentos necessários, tais como um laptop, sistema de projeção, cópias do trabalho em pendrive para o caso de pane, etc..

Em suma, temos aqui um trabalho no estilo “Dr. Frankstein”, com sua criatura gerada a partir de pedaços e juntada, criando-se um monstrengo.

Uma análise rápida do exemplo que acabamos de mostrar nos leva a uma importante conclusão, que será apresentada a seguir.

Com efeito, um dos principais fatores que devem ser desenvolvidos no alunado, no caso da realização de um trabalho em equipe, além das orientações, gerenciamento e a busca da idealidade e sinergias já citadas, consiste no senso de responsabilidade – dos estudantes com eles mesmos e também com relação aos seus colegas. Não é tarefa fácil, pois vários fatores estão envolvidos (a maturidade sendo um deles, mais desenvolvida e notória no caso de alunos e alunas que necessitam trabalhar paralelamente ao acompanhamento de seus cursos).

Seguiremos com este tema posteriormente, em nossos próximos artigos. No momento, gostaríamos de desenvolver alguns comentários referentes às atividades que temos a lhe oferecer. Propomo-nos a auxiliar os estudantes no que tange às dificuldades que apresentam no contexto escolar ou acadêmico (alunos e alunas que cursam o ensino médio ou superior). Problemas relacionados à absorção da matéria ministrada em aula, baixo rendimento, ineficiência na realização de suas tarefas ou nos estudos em casa que parecem não dar resultados.

O objetivo de nosso trabalho consiste em fazer com que os alunos e alunas “aprendam a estudar”.  Através de um acompanhamento individualizado, procuramos antes de tudo conhecer o(a) estudante, seus problemas e dificuldades, para somente então propor-lhes um conjunto de técnicas especialmente dimensionadas para o atendimento de suas necessidades, de suas características específicas.

Não se tratam de aulas particulares de nenhuma disciplina em especial, mas sim de um programa de treinamento que levará o aluno ou a aluna a melhor aproveitar as aulas ministradas, a gerenciar e a otimizar seus estudos em casa, a obter melhor rendimento em suas tarefas e, como consequência deste conjunto de ações, ao aprimoramento das avaliações – desempenhos mais eficazes nas provas e exames.

Converse conosco, venha se juntar a nós para “aprender a estudar”. Contate-nos ainda hoje, através dos meios que colocamos à disposição (e-mail e mensagens via WhatsApp) e solicite mais informações. Teremos o máximo prazer em lhe retornar o mais brevemente possível:

e-mail: aprendendoaestudar@aol.com

Telefone (WhatsApp):  (11)99317-5812

Estamos no seu aguardo. Envie-nos suas dúvidas e/ou perguntas agora mesmo para obter mais esclarecimentos. Até breve!

 

Créditos:

Primeira ilustração: https://www.flaticon.com/authors/vectors-market  – Vectors Market  -from https://www.flaticon.com

Segunda ilustração: https://www.iconspng.com/image/49283/students-group-work

Terceira ilustração: https://icon-library.net/icon/team-work-icon-12.html   title=”Team Work Icon #334358″ https://icon-library.net//images/team-work-icon/team-work-icon-12.jpg

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